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Veja a idade mínima da aposentadoria em 2020

Novas exigências valem desde 1° janeiro e estão mais rígidas do que em 2019



Quem estava contando os dias para entrar com o pedido de aposentadoria no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pode ter que refazer os cálculos.

Isso porque, desde 1° de janeiro deste ano, passaram a valer novas regras de transição, mais duras do que as que entraram em vigor logo após a publicação da reforma da previdência em novembro do ano passado.

Em três transições o INSS passou a pedir mais seis meses de contribuição. As novas exigências valerão até o final de 2020.

A primeira regra de transição da reforma da previdência é do pedágio de 50%, na qual os trabalhadores que tiverem a partir de 28 anos de contribuição (mulher) e 33 anos (homem) terão que trabalhar por metade do tempo que falta para ter o benefício.

Na regra da idade mínima, progressiva, por exemplo, para quem completar as condições neste ano, serão exigidos 61 anos e seis meses de idade para os homens (com mínimo de 35 de contribuição) e 56 anos e seis meses para as mulheres (com mínimo de 30 anos de contribuição).


Aposentadoria com idade mínima progressiva (para quem completar as exigências neste ano):

                        Idade mínima        Tempo de contribuição

Mulheres 56,5 anos 30 anos

Homens         61,5 anos 35 anos


Na transição por pontos, a exigência também subiu. Nessa regra, é considerada a soma da idade com tempo de contribuição, que passou a ser de 87 pontos (mulheres) e 97 pontos (homens).


Aposentadoria por pontos (para quem completar as exigências neste ano):

        Soma: Idade + anos de contribuição     Tempo de contribuição

Mulheres 87 pontos                     30 anos

Homens         97 pontos                             35 anos


“A regra praticamente acaba com aposentadorias precoces. Uma mulher que começou a trabalhar aos 20 anos e hoje completa 30 de contribuição não vai poder se aposentar como poderia antes da reforma”, explica Emerson Lemes, do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).

Para as mulheres, a antiga aposentadoria por idade também mudou. Agora, as seguradas precisam ter 60 anos e seis meses de idade e 15 anos de contribuição. Antes, a idade necessária era de 60 anos.

Uma mulher que tinha 59 anos quando começou a valer e completou 60 anos neste mês, por exemplo, terá que adiar o pedido por seis meses. A idade exigida das trabalhadoras vai aumentando um semestre por ano.

A reforma não alterou os critérios de acesso à aposentadoria por idade para homens. Eles ainda podem pedir o benefício ao completarem 65 anos de idade e 15 anos de contribuição.


Aposentadoria por idade (para quem completar as exigências neste ano):

        Idade Tempo de contribuição

Mulheres 60,5 anos 15 anos

Homens     65 anos 15 anos


           Pedágio compensa para trabalhador com renda elevada



A reforma da previdência tem outras regras de acesso às aposentadorias comuns para trabalhadores do setor privado.

Uma delas é a transição com pedágio de 100%, que pode valer a pena nos casos de quem está perto de completar as exigências dessa regra e possui uma média salarial elevada ou, pelo menos, acima do salário mínimo. A vantagem existe porque esse sistema garante a aposentadoria com renda integral. 

Para entrar no pedágio de 100%, é preciso contribuir com o dobro do tempo que faltava para completar 30 anos (mulheres) ou 35 anos (homens) em 13 de novembro de 2019. Além disso, é necessário já ter alcançado as idades de 57 anos, para as mulheres, e de 60 anos, para os homens.

Para quem já tem ou vai completar essas condições, esse sistema de pedágio eleva a renda de 90% para 100% da média salarial, na comparação com as transições por pontos e por idade para mulheres e homens que se aposentam, respectivamente, com 30 e 35 anos de contribuição.

Porém, se o trabalhador costumava contribuir pelo salário mínimo, o ideal é pegar a aposentadoria assim que atingir a primeira regra de transição possível.



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